Quebrando os paradigmas do corpo masculino

A sexualidade, assim como tudo nessa vida, é um assunto que dá pano para manga. E vamos combinar uma coisa: Qual o homem que nunca mediu o tamanho do próprio penis?

Isso é algo tão importante, uma vez que o homem é homem. Desde pequeno há a curiosidade em medir e saber o quanto ele têm crescido ou quão grande ele é de acordo com a média.

Os homens carregam essa forte bagagem cultural: o tamanho de seu pênis tem a ver com seu desempenho, força, vigor sexual, capacidade e recursos de conquista. Ou seja, algo que ele vai carregar por muito tempo, senão pela vida toda.

Comparar o tamanho com o de outros no vestiário, no mictório ou onde a possibilidade se fizer presente, vai ser uma constante. Por vezes pode envergonhar, por outras orgulhar e ainda, por outras, até se conformar, mas sempre haverá essa maldita comparação, talvez uma das bobagens mais presentes no machismo do homem.

 

Mas o blog Barba & Gravata resolveu ajudar alguns leitores e foi conversar com o Urologista, Dr. Sandro Faria, que nos respondeu algumas perguntas e que com toda certeza, deixará alguns rapazes mais calmos e menos bitolados nesse assunto.

 

 

 

 

DOUTOR O MEU É PEQUENO?

 

B&G: Hoje sabemos que muitos homens ficam falando por ai que são mega dotados e outros ficam meio encabulados, por se acharem inferiores a media brasileira! Qual é a média nacional, quando falamos em tamanho do órgão genital masculino?

 Sandro Faria: A medida do pênis deve ser sempre tomada na forma ereta, indo da ponta da glande até o púbis. A medida em flacidez não tem valor. Um pênis normal possui ao menos 11 cm. A média nacional é difícil estipular em virtude da nossa heterogeneidade genética. Mas estimamos em torno de 15 cm.

 

QUANDO RETORNO DOUTOR?

 

B&G: Quando os meninos estão pequenos, os pais possuem o costume de levarem ao urologista. Depois que a maioridade chega, a ida ao especialista se torna raridade! Com qual freqüência os homens devem ir ao urologista?

Sandro Faria: Deve-se visitar o urologista na adolescência para orientações sexuais, prevenção de DST,
verificar a presença de fimose ou mesmo varicocele. Depois desta fase,
apenas aos 45 – 50 anos para rotina prostática.